Como esclarecer minhas dúvidas?!

Com o intuito de ajudar a sanar um pouco das muitas dúvidas dos cristãos, oferecemos aos nossos caros leitores este meio, cujo Revmo Pe David transmitirá suas palavras de auxílio, conselho e esclarecimento.
Esperamos desta forma, que tal página – á Luz da Doutrina Católica – seja de utilidade para os prezados leitores deste Blog.

Obs.: Envie sua pergunta para blogpedavid@gmail.com

sábado, 24 de março de 2012

O livro do Exodus, narra que Moisés, da parte do próprio Deus, exigiu que rei do Egito libertasse o povo de Israel. Mas, que o Senhor, nosso Deus, endureceu o coração do faraó.
Como isto é possível sem que haja prejuízo do livre arbítrio? Agradeço a resposta. (L.N)

Quanto a pergunta do livro do Êxodo capítulo 4° versículo 21 "endurecerei o teu coração", ou seja não impedirei que se endureça. Maneira de si exprimir comum aos hebreus, que atribuía a Deus, causa primeira, o que Ele permitia na ação do homem, causa segunda. Em outras palavras, Deus dá a todos as graças suficientes para se salvarem. Muitos, porém, abusam delas, tornando-se deste modo indignos de receber as graças eficazes , sem as quais é impossível  permanecer na amizade de Deus. Sem elas o coração endurece-se e permanece no pecado. É neste sentido que Deus diz endurecerei o seu coração, isto é, não lhe darei as graças eficazes, visto que se tornou indigno delas. Com isso, a vontade no uso de sua faculdade livre, fica insensível, por própria culpa, endurecendo assim, cada vez mais diante do bem, não atendendo as inspirações da graça de fazer o que convém, não usando bem os meios que Deus lhe dá para alcançar o fim eterno. Em certo sentido, de pouco a pouco, a nau vai sendo levada pela torrente da concupiscência  e do egoísmo endurecendo assim a vontade  no mal. Nem os maiores milagres levaram ao Faraó determinar a saída do povo hebreu. Assim foi o povo judeu diante dos mais estupendos milagres operados por Nosso Senhor Jesus Cristo, porque eles mesmo se fecharam para a ação da graça e para a conversão.

domingo, 11 de março de 2012

De onde provêm as tendências desordenadas do ser humano?

No estado de inocência, Adão e Eva exerciam total controle sobre as suas paixões: "O homem e a mulher estavam nus, e não se envergonhavam" (Gen. 2,25). Mas depois de cometido por Adão o pecado original, "os seus olhos abriram-se. E vendo que estavam nus, tomaram folhas de figueira, ligaram-nas e fizeram cinturões para si" (Gen. 3,7).
O pecado original produziu no homem uma grande desordem em suas paixões. Essa desordem, chamada habitualmente de concupiscência, exige dele uma luta contínua para observar os Dez Mandamentos. Nosso Senhor Jesus redimiu a humanidade pela efusão do seu preciosismo Sangue, e o batismo apaga a mancha do pecado original nas nossas almas, mas as conseqüências desse pecado permanecem: a fraqueza da carne e revolta das paixões desordenadas. Diz São Paulo: "Eu vejo nos meus membros outra lei a lutar contra a lei da minha razão e me fazendo escravo da lei do pecado que se encontra nos meus membros" (Rom. 7,23). Essas más tendências podem ser vencidas com o auxílio da graça de Deus, como o mesmo São Paulo proclama: "Tudo posso naquele que me dá forças" (Fil. 4,13).
Os teólogos morais sempre recomendaram  extremo cuidado para evitarmos ser dominados pelos desejos carnais, devido à fraqueza que o pecado original deixou em nós. Em seu tratado de moral, Santo Afonso de Ligório afirma que "mais almas caem no inferno" por causa do vício da impureza. E acrescenta: "Não hesito em dizer que todos os réprobos são condenados devido a ele, ou pelo menos com ele". O pecado cometido pelo Rei Davi mostra como é importante a vigilância. Por falta dela, deixou-se cativar pela beleza de Betsabé, acabou cometendo adultério e provocando a morte do marido dela, Urias. O Divino Salvador adverte: "Vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca". (Mc. 14, 38).


(Extraido do Livro:“Homem e mulher Deus os criou. Porque devo defender a FAMÍLIA. De autoria do Revmo Pe David Francisquini).

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012


O que significa o pecado?

O ato mau é um desvio em relação ao fim estabelecido para a natureza humana pelo criador. Constitui um pecado, significando desobediência a uma lei positiva. Porém, mais importante que isso, ele é um desvio em relação ao fim estabelecido pelo criador para a natureza humana. Todos os outros princípios derivam desses princípios universais: respeito devido aos pais, proibição de homicídios, roubo, adultério, incesto, mentira, calúnia. Os Dez Mandamentos (exceto o terceiro - guardar domingos e festas de guarda - que é uma lei positiva divina) são um resumo de tudo o que um homem pode ou não pode fazer para ajustar-se aos sapienciais desígnios de Deus em relação à criatura humana.

(Extraido do Livro:“Homem e mulher Deus os criou. Porque devo defender a FAMÍLIA. De autoria do Revmo Pe David Francisquini).

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Por que os católicos têm a pretensão de só eles terem a verdadeira religião? Outros também não a podem ter legitimamente?

Só há uma Religião verdadeira, como diz São Paulo aos Efésios: "Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo" (4, 5). Por outro lado, Cristo Jesus, quando concedeu o primado a Pedro, disse-lhe: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" (Mt 16, 18). Ressalta com muita propriedade o Pe. Júlio Maria que Ele diz "a minha", para mostrar que só a dEle é a verdadeira Igreja.
Uma Igreja, para ser verdadeira, deve ter quatro qualidades que a diferencie das não verdadeiras: deve ser una, santa, católica e apostólica.
Una: deve sê-lo nos pontos essenciais da fé, culto e em sua constituição hierárquica. 
Santa: tem que sê-lo em sua doutrina, em seu culto, e em muitos de seus membros.
Católica: tem que ser universal, como diz a palavra, devendo existir em todas as épocas, e estar difundida pelo mundo inteiro.
Apostólica: deve ter origem nos Apóstolos.
Perguntamos: que Igreja preenche esses requisitos?
Vejamos, por exemplo, a religião protestante. 
Não forma uma Igreja una porque está dividida em várias "denominações" (há mais de mil seitas, e a cada dia estão surgindo outras); ademais, não têm unidade de doutrina, nem de culto, nem de governo. 
Não é Santa, nem quanto a seus fundadores, nem no tocante a suas doutrinas, nem no referente a suas obras. Lutero foi um homem violento e libidinoso, um sacrílego concubinatário, cheio de orgulho e pretensão. Em sua doutrina, afirmou: "Crê firmemente, e peca sem cuidado", e que "tudo que vem da fé é tão falso, como é certo que Deus existe" etc. É uma doutrina baseada na adulteração das Sagradas Escrituras (só Lutero fez, o que é reconhecido mesmo por protestantes, mais de 3 mil alterações na Bíblia) a seu bel prazer: pior ainda, rejeitou muitas das coisas instituídas por Jesus Cristo. 
Essa doutrina não produz a santidade eminente entre seus membros. O próprio Lutero renegou seus votos, inclusive o de celibato, juntando-se sacrilegamente com uma ex-monja, que fez o mesmo. Henrique VIII, fundador do anglicanismo, casou-se várias vezes, depois de mandar decapitar duas de suas mulheres. Para ficarmos aqui. O próprio Lutero disse de seus discípulos: "A maioria dos meus discípulos são uns epicuros. Eles se chamam reformados: eu os chamo demônios encarnados ...".
Não é católica, isto é, universal, pois, como uma só confissão, não existe desde o princípio, nem está disseminada pelo mundo inteiro. Suas igrejas são locais, regionais ou nacionais,  não existindo uma igreja universal.
Por fim, não é Apostólica, pois nasceu em 1518, fundada por um padre apóstata,  desenvolveu-se mediante adulterações da doutrina dos Apóstolos, um milênio e meio depois da era apostólica.